segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Exposição "O ABC do Voto Consciente"

A exposição fica em cartaz até do dia 31 de outubro,
depois seguirá itinerante nas escolas da cidade

Com a proximidade das Eleições, a Casa Ziraldo de Cultura, com o apoio da Prefeitura de Caratinga, realiza a exposição ‘O ABC do voto consciente’.

A exposição será aberta na noite de terça-feira, 16, às 20h, e apresenta a ‘Cartilha do Eleitor’ de autoria de Eugênio Maria Gomes e Marilene Godinho. 
A cartilha é ilustrada pelo cartunista Edra e será reproduzida na íntegra em forma de banners. 
"Com a proximidade das eleições, o foco são os eleitores que vão votar pela primeira vez e os jovens de 14 anos que, daqui a dois anos, estarão votando para prefeito e vereador, por isso achei pertinente fazer esta exposição abordando este tema”, explica o diretor da Casa Ziraldo de Cultura, Edra. 
"Precisamos dar subsídios aos eleitores para que sejam mais conscientes e saibam da importância do seu voto, da escolha criteriosa de seus candidatos. Só assim, poderemos ter políticos sintonizados com os nossos anseios e capacitados para postularem cargos públicos, que são fundamentais para o crescimento de nosso país. Precisamos formar uma nova geração de eleitores esclarecidos”, completa. Em paralelo será realizada uma exposição paralela com charges e cerca de 100 desenhos com o tema ‘Eleições’ da autoria de Edra. Depois da exibição na Casa Ziraldo de Cultura, a mostra terá caráter itinerante, começando pelo Casarão das Artes dando sequência pelas escolas da cidade e região. 

Casa Ziraldo de Cultura 
Horário de funcionamento: 
Segunda à sexta-feira, de 9h às 11h e de 13h às 18h. 
Endereço: Avenida Benedito Valadares, 15 - Centro. 
Escolas poderão agendar visitas de alunos pelo telefone (33) 3322-1825

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Morre Ziralzi, irmão do Escritor Ziraldo

Ziraldo e o irmão Ziralzi, em Ilha Grande, janeiro deste ano.

Morreu às 9h deste domingo (7), no Rio de Janeiro, Ziralzi Alves Pinto, irmão do escritor e cartunista Ziraldo. Segundo parentes, ele tinha 81 anos e morreu em casa, na Fonte da Saudade, na Lagoa, Zona Sul do Rio, de insuficiência respiratória. 
Ex-assessor da presidência da Casa da Moeda, estava de licença médica e se recuperava de dois acidentes vasculares cerebrais (AVCs). 
Ziralzi era o segundo de sete irmãos, mais novo apenas que Ziraldo, de 82 anos. Os irmãos nasceram em Caratinga, Minas Gerais. "Ele é o meu amigo mais antigo. Eu tenho 82 anos, ele tem 81. Nasceu um ano depois de mim. É uma perda muito forte porque nós nunca deixamos de estar juntos. É uma relação muito forte. Eu sou irmão mais velho e, em geral, o segundo tem problemas com o primogênito. Ele passou a vida inteira orgulhoso de ser meu irmão. Ele fazia uma propaganda por ser meu irmão", contou Ziraldo.
O enterro será às 13h desta segunda-feira (7), no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul. Segundo Ziraldo, o irmão estava "muito deprimido" após ser destituído do cargo que ocupava na Casa da Moeda, em Brasília. "Ele voltou para o Rio, ficou muito deprimido, triste, perdeu a vontade de conversar com a gente. Foi muito triste o final da vida dele. Tristeza e desgosto são muito presentes no AVC", disse o cartunista. 
Após deixar a UTI, Ziralzi se recuperava bem em casa, de acordo com o irmão. "Estava tudo dando certo. Ele estava paciente, com uma paciência infinita pela situação dele. Não pudemos fazer nada (...) Botei a mão nele e ele estava quente. Balancei a cabeça dele e ele não falou nada. Estava morto", lamentou o escritor. 
Nas redes sociais, o filho de Ziralzi, André Pinto, escreveu uma mensagem para se despedir do pai. "Meu pai. Pra sempre. Eternamente." 
Em nota, a Casa da Moeda do Brasil diz lamentar profundamente a morte do assessor especial da presidência e "se solidariza com a família". "Ziralzi foi um grande exemplo de dedicação ao trabalho nos anos em que esteve na empresa.”

Fonte: G1

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ziraldo - Entrevista Revista Isto É

Ziraldo Alves Pinto

Pintor, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor. Ziraldo Alves Pinto – cujo nome é a combinação do apelido da mãe, Zizinha, com o nome do pai, Geraldo – completa 82 anos em outubro, mas nem de longe lembra um cansado octogenário às vésperas da aposentadoria. “Estou com uma disposição de cão”, diz ele, um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira, recordista de vendas de um único título, “O Menino Maluquinho”, lançado em 1980 e com mais de três milhões de cópias vendidas. Para as crianças, Ziraldo lança agora um livro sobre garotos de rua intitulado “Um Menino Chamado Raddysson e Mais os Meninos de Portinari”. A obra é ilustrada com fragmentos de quadros de Cândido Portinari (1903-1962) e o mural “Jogos Infantis”, também do pintor brasileiro. Ziraldo explica a escolha do nome de seu personagem, um menino que nasceu na barriga da miséria: “Quando a mãe bota um nome desses no filho, ela quer dizer: não quero que meu filho seja um “Zé” qualquer”. 

ISTOÉ - O sr. autografa muito em escolas. Encontra pequenos leitores? 
ZIRALDO - Visito escolas e não vejo crianças com livro na mão. O que vejo é professora mal paga que luta por salário. Não tem ditado na escola fundamental brasileira, não tem mais caderno de caligrafia. Ninguém substitui o dedo pelo botão. A mão vai durar muitos séculos ainda. A letra é fundamental para poder se conectar com o cérebro. 
ISTOÉ - Os livros não são valorizados? 
ZIRALDO - A família brasileira não dá livro de presente, dá CD. As pessoas têm que entender que quando você dá um livro de presente, dá um elogio junto. A sensação de quem recebe um livro é a de que a pessoa que deu confia nele e o acha inteligente. O livro é gênero de primeira necessidade e devia estar na cesta básica. É um alimento para a alma. 
ISTOÉ - Seus personagens sempre foram lúdicos. Por que resolveu escrever sobre meninos de rua? 
ZIRALDO - Há muito tempo queria fazer uma história sobre eles. Mas, para falar sobre criança, você tem que entender profundamente o sentimento do personagem. Os meninos que descrevi nas minhas histórias ou são meninos que eu fui ou com quem convivi. Sei como se sentem, como sofrem, como reagem ao mundo. Agora, como o menino de rua sofre, como é impactado pela vida, como se julga no meio em que está vivendo, eu não sabia. Recorri às minhas lembranças de quatro décadas atrás, quando morava em Copacabana (zona sul carioca) e observava os meninos de rua. Tive certo cuidado para fazer a história, para evitar uma coisa sentimentaloide, de carregar na infelicidade dele. Mas era um menino que eu queria colocar na minha coleção de meninos. 
ISTO É - E por que resolveu ilustrar com obras de Portinari, já que é ilustrador também? 
ZIRALDO - Porque uma das dificuldades que eu tinha era como ilustrar os meninos de rua. Afinal, fazer uma caricatura não ficaria bem. Mas, outro dia, fui ao prédio do Palácio Capanema, no Centro do Rio, e lá tem um mural do Cândido Portinari (1903-1962) que se chama “Jogos Infantis”. O menino é muito presente na obra de Portinari. E nos “Jogos Infantis” está lá o garoto de rua pulando o muro, correndo da polícia. Tudo na visão de Portinari. Aí, acabei achando um caminho para contar a história de um grupo de meninos, em que o personagem principal se chama Raddysson. ISTOÉ - Um menino de rua brasileiro com esse nome? 
ZIRALDO - É interessante. Você não encontra nas favelas ou nas periferias nenhuma criança chamada Pedro, Manoel, Antonio, Miguel. Nenhuma menina chamada Rita, Maria. É tudo Wadisson, Kellen, Raddysson, Riverson. Os nomes mais incríveis! E descobri que esses nomes são sinônimos da palavra esperança. Quando a mãe bota um nome desses no filho, ela quer dizer: não quero que meu filho seja um “Zé” qualquer. Os pais não sonham que o filho arrume um emprego. Eles têm um grande sonho: que a filha seja, por exemplo, uma musa do cinema. Daí a batizam de “Maynara Keller”. 
ISTOÉ - Alguma história real o inspirou? 
ZIRALDO - No livro, tem uma menina chamada Rosykeller. Ela se salva porque sabe e gosta de ler. A história da Rosykeller foi pinçada da realidade. É uma menina que está se formando em medicina, em Cuba. Uma ex-menina de rua. Aí inventei a história dessa menina, o que a levou a gostar de ler, quem a ajudou. E essas são as únicas esperanças verdadeiras para essas crianças. Elas só se salvam se forem boas de bola, como o Raddysson, se aparecer alguém que as ajude ou se souberem ler. 
ISTOÉ - O que acha do movimento pela redução da maioridade penal de 18 anos para 16? 
ZIRALDO - A sociedade não consegue proteger a criança. Não está organizada para lidar com o menor, e a saída mais fácil é reduzir a maioridade penal. Por outro lado, a informação que circula na sociedade é a de que o menino de 16 anos pode praticar crime porque é menor. Eles sabem que estão protegidos pela legislação. É um recurso que eles têm. A vida ofereceu para eles isso. É uma situação complexa. Na Inglaterra, quando se comprova que o menino tem discernimento do que é certo e errado, ele é tratado como adulto. 
ISTOÉ - Como chegar bem aos 80 anos? 
ZIRALDO - O segredo é trabalhar. Quando a vida oferece a oportunidade de viver fazendo o que gosta, é muito bom. O meu lazer é ficar aqui desenhando. Tenho tubo de tintas com 40 anos, meus pincéis têm mais de 50. Minha prancheta também tem mais de meio século. Não saio daqui (do estúdio na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio). Fico desenhando e guardando. Tenho uma pilha de desenhos. Mas a passagem do tempo também faz testemunhar a morte de muitos amigos. Uma vez cheguei ao cemitério São João Batista e o funcionário veio com essa: “Seu Ziraldo, o senhor está enterrando é gente, viu”? Todos os meus amigos que fizeram 80 anos antes de mim não chegaram aos 90. Acho que o único que está chegando é o Lan (caricaturista italiano, de 89 anos, radicado no Brasil). Millôr (Fernandes 1923-2012) ficou para trás, Chico Anysio (1931-2012), Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), todos já foram. É difícil atravessar essa década, de 80 para 90. E o que vou fazer na vida com 90 anos? Somente ver a descendência se arrumando. Fora isso, é uma chatice. Agora, estou com disposição de cão. Mas não sei se com 90 anos terei essa mesma disposição. 
ISTOÉ - A morte o assusta? 
ZIRALDO - Não. Depois que a minha mulher morreu (Vilma Gontijo Alves Pinto, de infarto, em 2000. Hoje é casado com Márcia, sua prima), perdi completamente o medo de morrer. Nem questionar filosoficamente a morte me ocorre. Não acredito que algum ser humano tenha feito planos para viver até os 80 anos. ISTOÉ - O sr. fez planos para viver até que idade? 
ZIRALDO - Até 68 anos, quando entrava no século XXI: “Quero ficar vivo para ver o ano 2000. Isso me basta”, eu dizia. Esse plano era meu e da minha mulher. Mas ela morreu no final do ano 2000. E eu não tinha projeto nenhum para chegar a 2014. Agora, ficamos chocados com a morte de Eduardo Campos (1965-2014). Foi muito comovente a morte do Eduardo porque ele tinha uma cara de anjo, uma cara pura. Todo mundo que conviveu com ele tinha muito boa referência do jeitão doce e conciliador dele. E ele tinha uma coisa bonita: a família grande, cinco filhos. 
ISTOÉ - O que acha da candidatura Marina Silva à presidente em substituição a Campos (PSB)? 
ZIRALDO - Fiquei muito amigo da Marina quando ela apareceu. Sempre foi muito carinhosa comigo. Eu desejo muitas felicidades à Marina. Ela é um dos grandes nomes da nossa história. 
ISTOÉ - Alterou seu voto em função dela? 
ZIRALDO - Não. Sou muito amigo do Aécio Neves (senador, candidato à Presidência pelo PSDB). Era amigo e sofri muito com a morte do avô dele, o Tancredo Neves (1910-1985). Mas outro dia me perguntaram pela presidenta Dilma. Tenho muita admiração por ela, uma moça que chegou à Presidência da República. Ela não está brincando em serviço. Não há nenhuma acusação em que ela tenha usado mal o dinheiro público ou se metido em jogadas desse tipo. Acho que o governo do Lula (2003-2010) e o da Dilma deixaram de fingir que pensavam no povo e pensaram no povo de verdade. Então, eu gosto dessa coisa da Dilma. Eu amo a Dilma! 
ISTOÉ - Mas o sr. está com Dilma ou com Aécio? 
ZIRALDO - Vamos ver o que vai acontecer. Para mim vai ser divertido: se ganhar a Dilma, está bom. Se ganhar o Aécio, está bom. Estou em uma posição ótima. Tenho acesso aos dois. Voto é secreto. Vou ficar na moita. Já participei demais dessas coisas. Tem 50 anos que eu estou assinando manifesto, fazendo passeata, escondendo amigo nos aparelhos, sendo preso. Agora chega. Fui preso três vezes, passei mais de 100 dias na cadeia. Qualquer coisa que acontecia, mandavam prender a mim e ao (jornalista) Paulo Francis (1930-1997). 
ISTOÉ - A Comissão Nacional da Verdade tem ajudado a elucidar crimes desse passado sombrio? 
ZIRALDO - A luta do povo brasileiro avançou muito, mas não penalizamos devidamente os algozes do Brasil. Os argentinos já prenderam, condenaram e a gente fica com essa generosidade que joga contra. A Comissão da Verdade tinha que ter caráter punitivo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Os dez Amigos. Novo Livro de Ziraldo

Mais uma genial criação de Ziraldo

Quem não adora as histórias do Ziraldo? Com texto e ilustrações de Ziraldo, OS DEZ AMIGOS narra de forma curiosa e genial a divertida trajetória de encontro entre os dez dedos das mãos. 
De um lado os inseparáveis amigos: mínimo, anular, médio, indicador e polegar e do outro, os populares: mindinho, seu-vizinho, pai-de-todos, fura-bolos e o mata-piolhos.
Divirta-se com a história e brincadeiras interativas! - Levar o brincalhão dedo Mínimo ao ouvido e ver o som ficar abafado e baixo - Ajudar o Anular a se tornar um Rei, colocando o anel de ouro no dedo - Girar o iPad até encaixar o dedal na cabeça do dedo Médio, que sonha ser um guerreiro - Ouvir a gargalhada assustadora do Polegar, que prefere ser chamado de Dedão - Brincar com o Fura-bolos, arrastando o dedo sobre doces que caem na tela, e para a brincadeira não acabar, basta sacudir o iPad, que caem mais doces - Usar o Mata-piolhos em uma caçada divertida contra os piolhos que surgem na tela - Jogo de memória.
Uma experiência única de leitura enriquecida com animações, narração, trilha sonora original e muita interatividade. 
OS DEZ AMIGOS para iPad é um livro que enche os olhos das crianças e também dos adultos que tiveram a infância vivenciada com as engraçadas histórias do Ziraldo.

Jam Session de quadrinhos: "O CRIME DO TEISHOUKO PRETO"

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Alunos Visitam Casa Ziraldo de Cultura Fazendo Trabalho de Pesquisa Sobre o Universo dos Cartuns

Alunos 5º ano da E.E.Menino Jesus de Praga
vistam Casa Ziraldo de Cultura

Atividade para conhecimentos sobre
Cartuns, Charges, caricaturas e Quadrinhos

Explicado pelo cartunista Edra, cujo trabalho será exposto na
"5ª Feira do Saber", no dia 23/08/2014 realizado pela escola

Alunos vistam a exposição e testam os seus conhecimentos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Alunos "Escola Jairo Grossi" Visitam Exposição em Homenagem ao Ex Jogador Marcelo Alves

Alunos da Escola Jairo Grossi

Alunas da Escola Jairo Grossi

Que foram visitar a exposição em homenagem ao Marcelo Alves

O ex jogador fala sobre o início profissional no Democrata

Até atingir o ápice de sua carreira no Botafogo

O Campeão Brasileiro posa ao lado do filho

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

E.E. Menino Jesus de Praga Visita Exposição

Alunos posam com Marcelo Alves e o cartunista Edra

Chegando na Casa Ziraldo de Cultura

Ganhando autógrafos do cartunista Edra

Alunos se aglomeravam nos stands de charges

Atentos e curiosos com os desenhos

Registraram tudo em fotografias

Diretor da Casa Ziraldo de Cultura dá as boas vindas 

E fala sobre as atividades do espaço

E apresenta ex jogador Marcelo Alves, que fala sobre
sua trajetória no futebol. A exposição em sua
 homenagem vai  até o dia 30 de agosto.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Marcelo Alves - Reportagem TV A Semana

Casa Ziraldo Homenageia Ex Jogador de Caratinga que Entrou Para História do Botafogo

Exposição sobre o ex jogador Marcelo Alves vai até o dia 30 de agosto

Marcelo Alves é homenageado em exposição 
 na Casa Ziraldo de Cultura 

CARATINGA – Fortaleza, 24 de setembro de 1995. Botafogo e Flamengo duelam pela nona rodada do Campeonato Brasileiro no gramado do Castelão. A partida é transmitida ao vivo pela Rede Globo. O Botafogo tinha bom time, mas vinha com uma campanha de altos e baixos. Derrotou Corinthians e Grêmio, mas tinha perdido para o Bragantino e empatado, em casa, com o Juventude. O Flamengo não vinha convencendo e considerou este jogo como sua arrancada. O ataque era formado por Sávio, Romário e Edmundo. Diante de 75 mil pessoas, Túlio Maravilha, aos 22min do primeiro tempo, fez 1 a 0 para o Botafogo. Gonçalves ampliou aos 13min da segunda etapa. Aos 41min do templo complementar, Edmundo diminuiu o placar, deu esperanças aos rubro- negros e o time da Gávea partiu para cima do Botafogo. Mas aos 46min, Túlio deixou de calcanhar, o meio- campista Marcelo Alves, camisa 15, que entrara no decorrer da partida, tirou do adversário e mandou a bola para o fundo das redes do goleiro Paulo César Borges. Final: Botafogo 3 x 1 Flamengo. Esse foi o passo mais importante para que a equipe de General Severiano ganhasse confiança e conquistasse o campeonato brasileiro daquele ano. O caratinguense Marcelo Alves fez parte daquele grupo vencedor e entrou para a história do time da Estrela Solitária; história essa que é muito rica e tem nomes como Heleno de Freitas, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Gerson e Quarentinha. 
Agora Caratinga homenageia Marcelo Alves. Sua trajetória futebolística esta sendo mostrada na Casa Ziraldo de Cultura na exposição ‘Marcelo Alves – O nosso campeão brasileiro’. “É uma grande honra ser homenageado em nossa terra. Ser reconhecido pelo trabalho que fiz. Agora estou revivendo tudo, como a alegria de ter jogado com grandes jogadores, caso de Bebeto, Túlio, Gonçalves, Wilson Gottardo e poder jogar em palcos como Maracanã e Morumbi. Foi um sonho de criança que pude realizar. Consegui jogar num grande clube, consegui títulos. Hoje sou lembrado nas redes sociais por esses feitos”, comenta o homenageado num tom de voz que mistura emoção e orgulho de um passado vencedor. 
Marcelo Alves agradece ao Produtor Cultural Edra, diretor da Casa Ziraldo de Cultura não só pela homenagem, como também pelo resgate de muitos fatos ligados a história caratinguense. “É muito bacana o trabalho que o Edra esta fazendo à frente da Casa Ziraldo de Cultura, resgatando essa história. Já tem 19 anos que fui campeão brasileiro. Isso também serve também para informar o pessoal de Caratinga que, às vezes, nem sabe que tem um conterrâneo campeão brasileiro de futebol”. 

DO TERREIRO DE CASA PARA O MARACA 

Quando criança Marcelo Alves tinha o sonho de ser jogador de futebol. Ele jogava bola no terreiro de sua casa e imaginava ser um astro do futebol. “Todo menino faz isso. Na hora da pelada, diz que é o ídolo dele. Sempre sonhei em ser jogador de futebol profissional, só não esperava chegar aonde cheguei. Fui mais longe do que esperava”, revela Marcelo Alves. E o sonho começou a se tornar realidade em 1990, quando Carlinhos Careca, de Santa Rita de Minas, levou Marcelo Alves para fazer um teste no Democrata, de Governador Valadares. Quem assistiu este teste foi técnico Barbatana (N.E.: Nascido em Ponte Nova, João Lacerda Filho, o ‘Barbatana’, teve sua carreira ligada ao Atlético Mineiro. Em 1977, ele dirigiu o time que foi vice-campeão brasileiro). Marcelo Alves foi o destaque do teste. Quando acabou o treino, Barbatana falou para o diretor do Democrata: “vocês vão ficar com aquele garoto? Se não forem ficar com ele, vou levá-lo comigo. Ele tem nível pra jogar no Atlético ou no Cruzeiro”. Após ouvir essas palavras, o diretor do time valadarense tratou logo de pedir a documentação de Marcelo Alves e inscrevê-lo. Quando as portas se abriram, Marcelo Alves recorda que ficou receoso. A saudade da família poderia ser um problema. “Na hora surgiu àquela dúvida. Era longe de casa e tive certo receio. Acabei ficando e o Barbatana foi quem me apadrinhou. Joguei apenas um ano no júnior e depois subi para o profissional”, relembra Marcelo Alves. 
No Democrata, Marcelo Alves foi quatro vezes campeão mineiro do interior. Sua estreia foi no Campeonato Mineiro de 1991 contra o Atlético Mineiro. Sergio Araújo marcou o gol do Galo, enquanto Marcelo Alves empatou a partida, anotando logo seu primeiro jogo oficial. Em 1995, jogando a Copa do Brasil pelo Democrata, Marcelo Alves despertou o interesse de um empresário que o levou para o Botafogo de Futebol e Regatas. No time da Estrela Solitária, o caratinguense, além do Campeonato Brasileiro de 1995, ajudou o clube a vencer o Campeonato Carioca de 1997 e o Torneio Rio-São Paulo de 1998. O título internacional conquistado por Marcelo Alves foi em 1996, quando o Botafogo venceu o Troféu Teresa Herrera, disputado em Coruña, Espanha. Na final, a equipe brasileira derrotou, nos pênaltis, a poderosa Juventus de Turin, então campeã da Champions League, após um empate em 4 a 4 no tempo normal e prorrogação. Nesta partida, Marcelo Alves teve a oportunidade de jogar contra nomes renomados do futebol mundial, caso do francês Deschamps e dos italianos Del Piero e Vieri. Marcelo Alves conta como foi sua chegada ao Botafogo. “O Paulo Autuori estava assumindo o Botafogo. Ele reuniu o grupo e colocou o objetivo de ser campeão brasileiro. Estava montando o time para esse feito. Donizete Pantera e Gonçalves chegaram na mesma época. Então criou-se uma família visando o título de campeão brasileiro”, pondera. Para Marcelo Alves, não tem como esquecer o 24 de setembro de 1995. Ele classifica o jogo contra o Flamengo como crucial para a conquista alvinegra. “Este jogo foi inesquecível pra mim. Vencemos a partida e ganhamos convencendo. Então, o treinador Paulo Autuori pegou aquele jogo como parâmetro para darmos sequência ao campeonato. O time cresceu, o conjunto ficou mais forte e culminou com a gente levantando o troféu de campeão”. Após 27 jogos, com 14 vitórias, nove empates e quatro derrotas, no dia 17 de dezembro de 1995, o Botafogo de Futebol e Regatas sagrou-se campeão brasileiro diante do Santos. 
Em 1999, Marcelo Alves foi emprestado ao Joinville. Depois jogou no ABC de Natal (2000), Brasiliense (2001) e Olaria (2002 e 2003). Ele também defendeu o Sampaio Corrêa. Após contusões que prejudicaram o seu desempenho em campo, Marcelo Alves deixou os gramados. 

 VIDA APÓS O FUTEBOL 

O ex-jogador e, hoje, comentarista Paulo Roberto Falcão disse que “o jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar”. Marcelo Alves concorda com Falcão e conta como foi sua experiência ao findar a carreira de jogador de futebol profissional. “É uma declaração feliz. Ficamos meio blindados no mundo do futebol, pois temos uma vida com certa fartura e não nos preparamos para podermos encerrar a carreira. Nossa vida profissional vai seguindo e deixamos nos levar. Então, não percebemos que tá chegando o final da carreira. Muitas vezes ouvimos: ‘isso não dura pra sempre’, mas não nos preparamos. Então, quando encerramos a carreira, finda um ciclo, pensamos: acabou, morreu”, relata o ex-jogador. Para não sentir saudades dos gramados, Marcelo Alves ficou três anos sem ir aos estádios. Foi uma espécie de ‘desintoxicação’. “Tive que fazer isso para poder voltar à vida normal. Existem casos onde jogadores, após encerrar a carreira, tem depressão ou entram no alcoolismo e nas drogas. Temos que aproveitar nosso tempo. A idade chega pra todos. Acho que dos 32 anos pra frente, o jogador deve se preparar, porque ali começa o final de sua carreira”, aconselha Marcelo Alves. Hoje Marcelo Alves mora em Caratinga, onde é comerciante. No livro Bem-Vindo ao Clube (2001), lançado no Brasil pela Editora Record, o autor inglês Jonathan Coe escreveu: “Imagino se toda existência pode ser mesmo destilada até restarem alguns poucos momentos extraordinários, talvez seis ou sete deles, concedidos a nós durante a vida inteira”. 
Pelo jeito Marcelo Alves teve mais sorte do que a maioria dos mortais, ele tem vários ‘momentos que valem uma vida’. Mais do que isso, ele entrou para história de um time e sua apaixonada torcida. Isso é para poucos. 

 Fonte: Diário de Caratinga / Edição de 27 de julho de 2014
Texto: Horta / Fotos: Wilson Martins

Marcelo Alves é o tema central da exposição

Cartunista Edra com o homenageado e ex craque do Botafogo

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Grande Jogador da História do Botafogo é de Caratinga e Recebe Homenagem em Exposição

Edra, Diretor da Casa Ziraldo, com o homenageado Marcelo Alves

Grande jogador da história do Botafogo tem exposição em sua homenagem em Caratinga 

CARATINGA – “Nosso campeão Brasileiro” é o titulo dado pela direção da Casa Ziraldo de Cultura a exposição de Marcelo Alves que brilhou no Botafogo na década de 90. 
Marcelo começou sua carreira no Democrata de Governador Valadares onde conseguiu o título de tetra campeão mineiro do interior e foi vice-campeão perdendo para o Atlético Mineiro na final. Quando Marcelo Alves estava fazendo uma partida contra o Vitória da Bahia válida pela Copa do Brasil Marcelo marcou o gol da vitória do Democrata, na arquibancada tinha um empresário que encantou com o futebol de Marcelo e comprou seu passe e o emprestou ao Botafogo. 
O time carioca, naquela época, montava uma grande equipe em 1995 com chegada do técnico Paulo Autuori. Marcelo, então, fez parte daquele grupo, um dos melhores elencos do Botafogo depois da era Garrincha. Muitos títulos vieram na carreira de Marcelo Alves como campeonato Carioca e Rio São Paulo, o inesquecível título Brasileiro de 1995 que é o único título nacional do Botafogo e a conquista do torneio Tereza Herrera disputado na Espanha onde o Botafogo sagrou-se campeão contra a Juventus da Itália. 
Além do Botafogo e Democratas de Governador Valadares Marcelo jogou no Joinvile de Santa Catarina, Sampaio Correia, ABC de Natal, Brasiliense e terminou sua carreia no Olaria do Rio de Janeiro. Marcelo Alves relembra as grandes partidas que disputou ao lado de Bebeto, Donizete, Gonçalves e Túlio Maravilha, como é o caso da inesquecível partida contra o Flamengo no estádio do Castelão no Ceará com um público de mais de 100 mil pessoas. Ano em que o Flamengo estava comemorando seu centenário. Marcelo marcou o terceiro gol da vitória de 3x1 contra um Flamengo de Romário, Edmundo e Sávio que na época a imprensa esportiva rotulava como o ataque dos sonhos. Para o ex-jogador Marcelo Alves “é uma honra estar na Casa Ziraldo e fico com muito orgulhoso, não é fácil ser um jogador de futebol, mais estou muito feliz com a exposição e é importante para o caratinguense que se lembra de mim jogando e os que não lembram vão ter a oportunidade de ver a exposição”. 
O caratinguense Julimar Antônio Viana, que lembra a conquista histórica do Botafogo em 1995, fez questão de vir a Casa Ziraldo e dar um abraço em Marcelo Alves. “Meu sentimento é de muita alegria em saber que tem gente boa da nossa terra, eu lembro como se fosse hoje à conquista do Brasileiro em 95”. 
O diretor da Casa Ziraldo, o cartunista Edra, disse que Caratinga estava em dívida com Marcelo Alves por tudo que ele representa para Caratinga no cenário nacional, já que este é o ideal da Casa Ziraldo, fazer exposições de grandes personalidades de Caratinga. A exposição “Nosso Campeão” começou nesta quinta-feira, 24/07, e vai até o dia 30 de agosto onde o botafoguense e os amantes do futebol poderão lembrar-se da trajetória de Marcelo Alves através de recortes de jornais da época, camisas autografadas do time do Botafogo e de outros times que Marcelo passou, pôster dos títulos e fotos de jogos e de treinos da época. 

Fonte: Diário das Gerais (Jucimar Oliveira) 
Edição de 26/07/2014

Camisas dos títulos do Botafogo

A trajetória do craque registradas em fotos

Exposição vai até 30 de agosto

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Marcelo Alves - O Nosso Campeão Brasileiro". Exposição do Craque Começa Amanhã

Exposição em homenagem ao craque caratinguense Marcelo Alves

Campeão Brasileiro pelo Botafogo em 1995

Fotos, camisas e faixas estarão na mostra

Marcelo Alves é mais um filho ilustre de Caratinga

Atuou com destaque também no Sampaio Corrêa(MA) e ABC de Natal

A Casa Ziraldo de Cultura sempre reconhecendo
 e abrindo espaço aos valores da nossa cidade

Fotos registram sua carreia desde o início
no Democrata de Governador Valadares/MG

A exposição fotográfica "Marcelo Alves - O Nosso Campeão Brasileiro" estará aberta ao público a amanhã na Casa Ziraldo de Cultura partir das 14 horas e se estenderá até 30 de agosto. A exposição registra da trajetória do ex jogador caratinguense Marcelo Alves, com passagem em grandes times do país e com vários títulos pelo Botafogo, culminando em Campeão Brasileiro pelo próprio alvinegro carioca em 1995 ao lado de grandes nomes do futebol brasileiro tais como o zagueiro Gonçalves, o folclórico artilheiro Túlio "Maravilha" e o Tetra Campeão Mundial pela Seleção Brasileira,  Bebeto.

Campanha do Agasalho da Casa Ziraldo de Cultura Faz Entrega de Doações a Quatro Entidades Assistênciais de Caratinga

Foi entregue na tarde de hoje aos representantes de quatro 
entidades assistenciais de Caratinga as doações arrecadadas
pela campanha  "Aqueça Se Coração. Doe Um Agasalho"
 realizado através da 
Casa Ziraldo de Cultura

Elzi Russo Amorim integrante da campanha
Marilene Ribeiro Coelho (Dep. Assistência Fraterna) -
Centro Espírita "Dr. Bezerra de Menezes" e
Maria Inês (Vice Presidente) - APAC
 Associação de Proteção a Assistência aos Condenados.

Maria Coutinho Muniz (Presidente) e
Maria Catarina Fonseca (Tesoureira)
Centro Espírita "Dias da Cruz" / Cantina "Áurea"

José Romero Carli (Presidente) e Lôra (Coordenadora)
MOVISO - Movimento Social

Agasalhos, roupas, cobertores e calçados foram separados
de acordo com a linha de trabalho de cada entidad
e.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

"Aqueça seu Coração. Doe um Agasalho" Recebe Doações do Grupo "Irmãos de Coração"

Edra, Gilson, Poliana e Luciano do grupo "Irmão de Coração"

Parceria reforça campanha realizada pela Casa Ziraldo de Cultura

Hoje, a Casa Ziraldo de Cultura recebeu muitas roupas, calçados e agasalhos arrecadados através do trabalho solidário do grupo "Irmão de Coração" para complementar a campanha "Aqueça seu Coração. Doe um Agasalho" que se encerra na próxima semana quando será anunciada as entidades beneficentes que receberão os donativos.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Jones Carioca Recebe Homenagem Em Exposição Fotográfica na Casa Ziraldo de Cultura


Jones, o segundo agachado da esquerda para direita

CARATINGA – Ganhar um apelido carinhoso concedido pelo ‘baixinho’ Romário é honraria pra poucos. Jones Lopes da Silva, 26 anos, é um desses felizardos. Foi o craque Romário quem lhe deu a alcunha de “Carioca”. Visitando familiares em Caratinga, Jones conversou com a reportagem do Diário de Caratinga. Ele falou de sua trajetória dentro das quatro linhas e recordou o caminho que o levou do Esplanada para a Turquia. 

A entrevista foi feita na Casa Ziraldo de Cultura, onde acontece a exposição “Memórias do Nosso Futebol”. O atacante Jones Carioca olha atentamente cada foto. Depois de alguns minutos, dispara: “Aqui só tem fera. É um belo trabalho esse de resgatar a história do futebol caratinguense”, considera Jones, que estende os elogios ao cartunista Edra, diretor da Casa Ziraldo de Cultura
De sorriso largo, Jones relembra o começo de sua carreira. Ele cresceu nas escolinhas do Esplanada Futebol Clube. Levado pelo treinador Maguila, em 2007 foi tentar a sorte no Bonsucesso, time que disputa o Campeonato Carioca de Futebol. Suas boas atuações chamaram atenção de Romário, que na época gerenciava o departamento de futebol do América Futebol Clube. “O também tetracampeão Bebeto era o treinador do América. Ele pediu dois jogadores do Bonsucesso para disputar o Campeonato Carioca. O Romário gostou do meu futebol e resolveu bancar a minha contratação. Além de me contratar, ele ainda me deu esse apelido. O baixinho alegou que tinha muito ‘mineiro’ no futebol. Mas penso que esse apelido me deu sorte”, diz o jogador de futebol. 
Mesmo tendo incorporado o ‘Carioca’, Jones não se esquece de suas raízes. “Sou de Caratinga e tenho orgulho. Também morei em Água Santa, zona rural de Bom Jesus do Galho. Não me esqueço das origens”, enfatiza. 
A carreira de Jones Carioca teve um salto quando, em 2010, veio para o Cruzeiro, que na época era dirigido pelo técnico Cuca. “Fiquei cerca de três meses no clube de Belo Horizonte, cheguei a jogar uma partida, mas admito que não joguei bem. Então não fui mais aproveitado”, conta o atleta. Jones deixou o Cruzeiro e foi para o Goiás. 
No Campeonato Brasileiro de 2010, o time não foi bem e acabou rebaixado, mas Jones se sobressaiu. Ele conquistou a titularidade, mas uma contusão fez com que encerrasse a temporada mais cedo. Neste ano, Jones disputou sua primeira competição internacional, a Copa Sul-americana. O Goiás foi o vice-campeão. Devido à contusão, ele não jogou a fase final, mas teve a honra de enfrentar o Peñarol, um dos times mais tradicionais das Américas. 
Após a passagem pelo Goiás, o atleta foi contratado pelo Bahia, onde ficou por quase duas temporadas. “Foi maravilhoso. Gostei muito do jogar pelo Bahia. O time tem uma torcida apaixonada que nos motiva. Posso dizer que tenho um grande carinho pelo clube. Se o Bahia está jogando, paro pra ver e torço pela equipe”, confessa o jogador.
O que Jones teve de satisfação em defender o Bahia, ele teve de desgosto ao jogar pelo Náutico. “Isso foi em 2013. Foi complicado demais. Os salários atrasaram e o presidente do clube chegou a nos ameaçar, dizendo que só pagaria se a gente ganhasse as partidas. Por atitudes assim que o Náutico foi rebaixado. Lembro que o jogador Martinez era o nosso líder e pagou um preço alto por cobrar nossos direitos”, recorda Jones Carioca. Conforme o jogador, os salários do Náutico continuam pendentes até hoje. 
TURQUIA - No início de 2014 Jones estava sem clube. No dia 1º de janeiro o seu telefone tocou, era um empresário querendo saber se o jogador teria disponibilidade de se transferir para a Turquia. “Nem acreditei. Todo jogador sonha em jogar no exterior. No dia 6 de janeiro fiz minhas malas e fui jogar no Karabükspor”. Os torcedores turcos tem verdadeira paixão pelo futebol brasileiro. O goleiro Taffarel é um dos ídolos do Galatasaray, enquanto o meia Alex é a estrela maior da história do Fenerbahce, os dois clubes mais tradicionais do país. “As pessoas não imaginam como Alex é idolatrado na Turquia. Até mesmo os torcedores adversários admiram o seu futebol”, atesta o jogador. 
Neste ano, Jones entrou em campo 16 vezes pelo Karabükspor, sendo titular em seis jogos, entre eles um jogo contra o Galatasaray que terminou empatado. “O futebol turco é muito diferente do futebol brasileiro, isso começa desde o treinamento. Não temos tempo pra pensar dentro de campo. É receber e tocar. A marcação é muito forte, sem falar do frio. Então a adaptação é considerada difícil”, descreve Jones Carioca. Jones avalia que estes cinco meses na Turquia foram bons. O time ficou em sétimo lugar e quase conseguiu uma vaga para a UEFA League. “Fizemos uma boa temporada. Claro que competir Galatasaray e Fenerbahce é complicado, apenas o Besiktas ameaça essa hegemonia. É igual na Espanha, onde Real Madrid e Barcelona dominam. Mesmo assim gostei e espero ter o contrato renovado”, anseia o atleta. 
A conversa com Jones não poderia deixar de abordar a Copa do Mundo. Ele entende as manifestações, mas pede apoio a seleção brasileira. “No papel temos o melhor time. Acredito que Neymar e Fred vão arrebentar nessa Copa. Espero o Brasil campeão, se ganharmos a final da Argentina, melhor ainda”, brinca Jones Carioca. Ao término da entrevista, Jones diz o que espera de sua carreira. “Quero ganhar títulos assim como ganhou Marcelo Alves (campeão brasileiro em 1995 pelo Botafogo)”, finalizou Jones Carioca, mostrando com seu jeito quietinho que continua mais mineiro do que nunca.

O craque Jones com Edra, Diretor da Casa Ziraldo de Cultura

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Exposição Memórias do Nosso Futebol na TV




Uma viagem ao passado com os nomes dos craques do futebol de Caratinga… Gente que fez história nos gramados… A Casa Ziraldo de Cultura está de portas até o dia 4 de julho com a exposição fotográfica em homenagem aos jogadores que fizeram história no futebol caratinguense.  Quem fizer uma visita à Casa Ziraldo vai encontrar fotos de ex-jogadores e de outros ídolos e craques caratinguenses que ganharam fama nacional.
Anor Ferreira da Silva, de 85 anos, o “Nonô”, um dos homenageados começou a jogar futebol com 15 anos e jogou durante um bom tempo pelo Esporte Clube Caratinga. Time do qual “Nonô” se consagrou campeão em 1974, vencendo o Democrata de Governador Valadares por 2×1. “Nonô” ficou emocionado pela homenagem da Casa Ziraldo.
Outro homenageado é Getúlio Vargas do Nascimento, de 70 anos. Ele começou a jogar futebol quando ainda era bem menino. O craque ganhou fama e destaque no futebol de salão pelo time Silver Boys, que conquistou um dos primeiros títulos de campeão, em 1963. Getúlio Vargas contou que o Silver Boys foi quem trouxe o futebol de salão para a cidade e ficou muito agradecido pela homenagem.
Paralela à exposição fotográfica com os craques do futebol caratinguense, a Casa Ziraldo também criou um espaço para homenagear um dos maiores clubes de futebol da cidade, o Esplanada Esporte Clube (EEC), com a exposição de camisas, bandeiras, fotos e troféus conquistados pelo clube. Também há outra mostra em homenagem aos tempos do basquete em Caratinga.  Um dos destaques do basquetebol caratinguense é Mário Schettino, de 76 anos.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Casa Ziraldo Abre Exposição em Homenagens a Ex Jogadores e Radialistas de Futebol de Caratinga

Abertura da mostra recebeu um grande público

Para homenagear os atletas e repórteres esportivos que tiveram seu momento histórico no futebol de Caratinga, a Prefeitura, com iniciativa do diretor da Casa Ziraldo de Cultura, Edra, realiza a exposição “Memórias do Nosso Futebol – Parte II”.  
A mostra foi aberta na noite de segunda-feira, 2, com a presença de representantes do Poderes Executivo e Legislativo. A exposição fica na Casa Ziraldo até o dia 4 de julho, disponível para visitação de 9h às 11h e de 13h às 18h. 
Durante abertura da exposição, foi gravado no espaço cultural, o Programa esportivo ‘Abrindo o Jogo’ apresentado por Rogério Silva. 
O secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude, Nelson Sena, em seu pronunciamento disse que, “resgatar os registros fotográficos do futebol é resgatar a memória de Caratinga”. Nelson parabenizou, ainda, o produtor cultural Edra pela iniciativa de resgatar e reunir fotos contando a história de décadas do esporte no município. 
Lucas Guido e a avó, Tereza Guido, vieram visitar a exposição e conferir o acervo de fotos do ex-jogador Jair Guido, o Biguá. Lucas conta que é uma alegria ver as fotos do tio-avô no auge de sua carreira. “Meus pais me contaram muitas histórias dele. Esta homenagem é um reconhecimento pelo trabalho e dedicação ao futebol da cidade”. 
O diretor da Casa Ziraldo de Cultura, Edra, diz que o levantamento e o trabalho catalogação das fotos durou mais de três anos. “Foi um trabalho de ‘formiguinha’, feito passo a passo, mas que trouxe muita satisfação. 
A proposta da Casa Ziraldo de Cultura, por meio desta exposição, é tirar do anonimato os atletas que deram sua contribuição ao esporte e foram quase esquecidos”. “Nesta exposição foi reunida um “Seleção” que merece ser homenageada e conhecida. Além dos atletas do futebol, paralelamente homenagearemos os atletas do basquete”, completa. 
O repórter esportivo Élio do Carmo Soares, 52, é um dos homenageados pela exposição. Revendo as fotos, o repórter lembrou com saudade dos tempos de glória do futebol de Caratinga e das coberturas que fez para a Rádio Caratinga. “É uma alegria muito grande para mim que tenho 37 anos de rádio e 27 destes dedicados ao esporte receber esta homenagem. Fico muito feliz com este reconhecimento, ainda em vida, para mim e para tantos colegas que contribuíram com o esporte em Caratinga”. 
Élio destacou que, durante sua carreira esportiva, pôde realizar um dos seus grandes sonhos. “Uma das grandes alegrias que a profissão me possibilitou foi poder entrevistar o meu ídolo, o Zico. Naquela época, a relação da imprensa com os jogadores (amadores ou profissionais) era muito próxima”, explica. 
O ex-jogador José Antônio de Oliveira, o Zezé, trouxe a filha e os netos para conhecerem um pouco mais da sua história como atleta. A filha, Paula Coelho de Oliveira, 31, fala da emoção de ver as fotos da carreira do pai. “É uma emoção muito forte, pois na época em que estas fotos foram tiradas eu não era nascida. Fico muito feliz pelo reconhecimento às pessoas que abrilhantaram o nosso futebol”. 

Homenageados

Ex-jogadores: Acyr, Ari, Anor, Anísio, Bedêu, Biguá, Cacau, César, Chiquinho, Côco, Daniel, Élvio, Fifi, Geraldo Maia, Getúlio Vargas, Guilhermino, Jésus, Jovino, Milton Balaio, Paulinho, Pedro Vieira, Toninho, Zezé e Zico Soldado. 
Ídolo eterno: Ziquita, ídolo do Atlético Paranaense na década de 70. Jogou no Democrata de Governador Valadares, Comercial e Marília (SP), com rápida passagem pelo Atlético Mineiro. 
Craque de expressão nacional: Marcelo Alves, campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995. Jogou no Democrata de Governador Valadares, ABC de Natal, Sampaio Correia (MA) e Olaria (RJ). Craque da vez: Jones Carioca, que começou sua carreira no América (RJ), com rápida passagem pelo Cruzeiro. Disputou um campeonato brasileiro pelo Bahia e outro pelo Náutico (PE). Atualmente joga na Turquia. 
Radialistas/Repórteres Esportivos: Eurico Gade, Élio do Carmo, J.Baranda, Nailton Gomes e Nelson Souza. 
Família da Bola / Carraro: Carlinhos, Tuíra, Oreia, Buré e Maguila (Marcelo). 
Clube: Esplanada Esporte Clube, com exposição de fotos de várias épocas, camisas, bandeira e troféus conquistados pelo clube.

Basquete: Aluísio Andrade, Mário Schettino, Vicentão e Ziraldo e seus amigos da Turma do Pererê Pedro Vieira, Alan Viggiano, Galileu que também formavam um time de basquete denominado VIGAPEZI (com as iniciais de seus nomes), nos anos 50.

Fonte: Decom Prefeitura de Caratinga

Lucas Guido e a avó

Radialista Élio do Carmo

O homenageado Zezé com filha e netos
                             

Aluísio Andrade e Vicentão do nosso basquete

Exposição em clima de Copa do Mundo

Fotos despertam curiosidades dos visitantes

Goleiro Cacau relembrando sua glórias

Homenageados com familiares e amigos

Homenageado Chiquinho ladeado por Marcelo Alves e Edra

Edra com o homenageado Getúlio e o radialista Rogério Silva

Familiares recendo certificado do saudoso Geraldo Maia

Carlos Estevam entrega homenagem ao ex jogador Zico Soldado

Ex goleiro Cacau, grande ídolo do E.C. Caratinga

Ex jogador Élvio com o cartunista Edra

Filho do saudoso radialista Naylton Gomes
com o Secretário de Cultura Nelson Sena
e Edra,  Diretor da Casa Ziraldo
Marcelo Alves, campeão brasileiro pelo Botafogo
recebe seu certificado das mãos de Elzi Russo Amorim