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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Livreto "Minha Terra Tem Palmeiras", Com Fotos de Caratinga, Disponível na Casa Ziraldo

Livreto postal traz fotos destacando pontos turísticos,
monumentos culturais, entidades, patrimônios
 e pontos culminantes de Caratinga, 

Cartunista Edra, Diretor da Casa Ziraldo de Cultura,
é o autor do projeto. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Peças Usadas Viram Arte Nas Mãos de Mecânico

O mecânico Sérgio, e algumas de suas miniaturas


Miniaturas de motos, carros, entre outros objetos 
estão em exposição na Casa Ziraldo de Cultura 

CARATINGA – “Um dia resolvi pegar uma bobina, comecei a mexer nela. Achei interessante que ela parecia com um triciclo. Isso foi se construindo na minha mente”. Assim descreve o início de seu processo criativo o mecânico Sérgio Teodoro da Silva, de 50 anos de idade. 
 Com 35 anos de profissão, Sérgio se destaca pela habilidade de fazer com que peças usadas de veículos se transformem em verdadeiras obras de arte. 
 O artista faz miniaturas de motos, carros, entre outros objetos, manualmente. O talento chamou a atenção do cartunista Edra, que cedeu um espaço na Casa Ziraldo de Cultura, para a exposição de pelo menos 50 objetos confeccionados pelo mecânico. 
 Sérgio enxergou a utilidade das peças de maneira bem curiosa, no próprio dia a dia da oficina mecânica, entre a troca de uma peça e outra. Ele revela que jogava muito material fora, como correias dentadas e enrolamentos. 
 Seu primeiro trabalho foi um triciclo, que ele enxergou em uma bobina. “Achei que aquelas peças usadas poderiam ser reaproveitadas em outras coisas, para não serem jogadas no lixo, principalmente correia dentada, coisa que é muito difícil de acabar com o tempo. 
 Apareceram outras peças, fui guardando, porque tudo que eu via, já imaginava o que eu ia fazer com elas. Foram só aumentando”. De lá pra cá, já são dois anos confeccionando os objetos. Sérgio afirma que mais que uma distração, o trabalho se tornou prazeroso. “Peguei gosto, usando horas vagas, de almoço. Juntava as peças e ia fazendo. Todas as peças que estão aqui são de carro. Quem conhece de carro, de mecânica, pode vir aqui, que vai reconhecer essas peças, tudo tirado da oficina. Esse trabalho é todo manual”. 
 O mecânico revela que ainda não produziu material com foco em vendas, apesar de já ter tido procura. Apesar da criatividade que abre espaço para confecção de várias peças, ele revela a sua preferência. “Sempre que troco uma peça de carro, enxergo uma coisa que pode ser feita ali. Faço carro, mas gosto mesmo é de fazer moto, tenho paixão por moto”. 
 A exposição já está disponível na Casa Ziraldo de Cultura e recebe visitação nos horários de 9h às 11h e 13h às 18h.

Fonte: Diário de Caratinga 

Este triciclo foi a primeira arte confeccionada pelo artesão,
que revelou a sua preferência em produzir motos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Carnaval do Amaral Presta Homenagem a Personalidade Carnavalesca de Caratinga

Será instituído o troféu "Elzi Russo Amorim", que será entregue
anualmente para uma personalidade carnavalesca de Caratinga

CARATINGA – Se o folião procurar a programação do Carnaval de Caratinga para 2016, nas redes sociais, provavelmente, não vai encontrar. Então Caratinga passará ao largo dessa atividade cultural e folclórica mundialmente reconhecida? Não. Em breve, os frequentadores das redes sociais vão saber que o Instituto Hélio Amaral vai promover o “Carnaval do Amaral-2016” com baile na terça-feira gorda, dia 9 de fevereiro. 
 A comissão organizadora prevê um evento para toda a família com Baile Infantil a partir das 17h. Este evento será aberto ao público adulto (pais) que deverão estar fantasiados a caráter. 
 A grande novidade é que será instituído o Troféu “Elzi Russo Amorim”, título anual a ser entregue para uma personalidade carnavalesca da cidade. Haverá premiações, também, em concursos de fantasias infantil e adulto. Tudo será organizado pelo jornalista, fundador e presidente do Instituto Hélio Amaral (IHA). 
 O Instituto Hélio Amaral está localizado na Avenida Monsenhor Rocha, 3, Bairro das Graças. O festejo está previsto como matinês para crianças fantasiadas e, vesperal para adultos, tudo como antigamente ao som das marchinhas que encantaram gerações e que prometem resgatar a cultura na Terra das Palmeiras, como espera Amaral. “Quem for da década de 40 se lembrará do ‘Eu sou pirata de perna de pau’ (…) ou ‘Gafanhoto deu na minha roça’ (…). Os mais modernos cantarão ‘Mais de Mil Palhaços no Salão’. Todos, porém, sairão felizes ‘Tristeza, por favor, vai embora’. Tem-se a certeza de que a cidade de Caratinga vai prestigiar o Carnaval do Amaral-2016”, ressaltou Hélio Amaral. 

 MEMÓRIAS - Para os saudosistas, o Carnaval em Caratinga, na década de 80, foi tão animado quanto o do Rio de Janeiro. Os blocos carnavalescos Doidim Paquerê, Vamo Nelssa, Cachorro Doido, Por Debaixo Do Pano, Turma do AA, Banda Alô Mamãe e as escolas de samba Itaúna, Amorycana, Barro Branco, João Caetano do Nascimento e Em Cima da Hora faziam a alegria das pessoas, que ganhavam as ruas e enfeitavam a avenida de cores. Memórias que merecem ganhar novos tons e serem propagadas às futuras gerações, como relembra Hélio Amaral. “Basta interrogar animadores culturais como o cartunista Edra, Camilinho, Eneide, Paulo Vieira, Fernando Campos, Weder Mont-Mor, Miguelangelo e centenas de outros ícones da alegria contagiante que povoava a cidade feliz de Caratinga. Não foram citados outros nomes porque não caberia neste espaço. O retorno da democracia a partir de 1982 (eleições gerais) foi correspondido pelos blocos que se confraternizavam quer na rua quer nos clubes”. 

 ORIGEM - Carnaval deriva de Currus Navalis (= carro naval – carnaval). Isto há três ou quatro mil anos atrás. Eram os festejos da Colheita, da Agricultura, da Passagem das estações (Primavera/Verão, Outono/Inverno). Para o jornalista, passado que ainda se encontra no presente dos milhares de admiradores do Carnaval. “Até hoje muitos carros alegóricos têm o formato de navios tanto no Sambódromo do Rio quanto no de São Paulo (na Tiradentes). Os carros navais levavam homens e mulheres nus. Nas passarelas do samba de hoje parece que tudo mudou e na verdade tudo ficou como estava”, explica Hélio Amaral. 

Fonte: Diário de Caratinga / Edição de 16 de janeiro

Hélio Amaral que resgatar o carnaval de Caratinga

Arte para a confecção do troféu

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ziraldo - Entrevista Revista Isto É

Ziraldo Alves Pinto

Pintor, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor. Ziraldo Alves Pinto – cujo nome é a combinação do apelido da mãe, Zizinha, com o nome do pai, Geraldo – completa 82 anos em outubro, mas nem de longe lembra um cansado octogenário às vésperas da aposentadoria. “Estou com uma disposição de cão”, diz ele, um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira, recordista de vendas de um único título, “O Menino Maluquinho”, lançado em 1980 e com mais de três milhões de cópias vendidas. Para as crianças, Ziraldo lança agora um livro sobre garotos de rua intitulado “Um Menino Chamado Raddysson e Mais os Meninos de Portinari”. A obra é ilustrada com fragmentos de quadros de Cândido Portinari (1903-1962) e o mural “Jogos Infantis”, também do pintor brasileiro. Ziraldo explica a escolha do nome de seu personagem, um menino que nasceu na barriga da miséria: “Quando a mãe bota um nome desses no filho, ela quer dizer: não quero que meu filho seja um “Zé” qualquer”. 

ISTOÉ - O sr. autografa muito em escolas. Encontra pequenos leitores? 
ZIRALDO - Visito escolas e não vejo crianças com livro na mão. O que vejo é professora mal paga que luta por salário. Não tem ditado na escola fundamental brasileira, não tem mais caderno de caligrafia. Ninguém substitui o dedo pelo botão. A mão vai durar muitos séculos ainda. A letra é fundamental para poder se conectar com o cérebro. 
ISTOÉ - Os livros não são valorizados? 
ZIRALDO - A família brasileira não dá livro de presente, dá CD. As pessoas têm que entender que quando você dá um livro de presente, dá um elogio junto. A sensação de quem recebe um livro é a de que a pessoa que deu confia nele e o acha inteligente. O livro é gênero de primeira necessidade e devia estar na cesta básica. É um alimento para a alma. 
ISTOÉ - Seus personagens sempre foram lúdicos. Por que resolveu escrever sobre meninos de rua? 
ZIRALDO - Há muito tempo queria fazer uma história sobre eles. Mas, para falar sobre criança, você tem que entender profundamente o sentimento do personagem. Os meninos que descrevi nas minhas histórias ou são meninos que eu fui ou com quem convivi. Sei como se sentem, como sofrem, como reagem ao mundo. Agora, como o menino de rua sofre, como é impactado pela vida, como se julga no meio em que está vivendo, eu não sabia. Recorri às minhas lembranças de quatro décadas atrás, quando morava em Copacabana (zona sul carioca) e observava os meninos de rua. Tive certo cuidado para fazer a história, para evitar uma coisa sentimentaloide, de carregar na infelicidade dele. Mas era um menino que eu queria colocar na minha coleção de meninos. 
ISTO É - E por que resolveu ilustrar com obras de Portinari, já que é ilustrador também? 
ZIRALDO - Porque uma das dificuldades que eu tinha era como ilustrar os meninos de rua. Afinal, fazer uma caricatura não ficaria bem. Mas, outro dia, fui ao prédio do Palácio Capanema, no Centro do Rio, e lá tem um mural do Cândido Portinari (1903-1962) que se chama “Jogos Infantis”. O menino é muito presente na obra de Portinari. E nos “Jogos Infantis” está lá o garoto de rua pulando o muro, correndo da polícia. Tudo na visão de Portinari. Aí, acabei achando um caminho para contar a história de um grupo de meninos, em que o personagem principal se chama Raddysson. ISTOÉ - Um menino de rua brasileiro com esse nome? 
ZIRALDO - É interessante. Você não encontra nas favelas ou nas periferias nenhuma criança chamada Pedro, Manoel, Antonio, Miguel. Nenhuma menina chamada Rita, Maria. É tudo Wadisson, Kellen, Raddysson, Riverson. Os nomes mais incríveis! E descobri que esses nomes são sinônimos da palavra esperança. Quando a mãe bota um nome desses no filho, ela quer dizer: não quero que meu filho seja um “Zé” qualquer. Os pais não sonham que o filho arrume um emprego. Eles têm um grande sonho: que a filha seja, por exemplo, uma musa do cinema. Daí a batizam de “Maynara Keller”. 
ISTOÉ - Alguma história real o inspirou? 
ZIRALDO - No livro, tem uma menina chamada Rosykeller. Ela se salva porque sabe e gosta de ler. A história da Rosykeller foi pinçada da realidade. É uma menina que está se formando em medicina, em Cuba. Uma ex-menina de rua. Aí inventei a história dessa menina, o que a levou a gostar de ler, quem a ajudou. E essas são as únicas esperanças verdadeiras para essas crianças. Elas só se salvam se forem boas de bola, como o Raddysson, se aparecer alguém que as ajude ou se souberem ler. 
ISTOÉ - O que acha do movimento pela redução da maioridade penal de 18 anos para 16? 
ZIRALDO - A sociedade não consegue proteger a criança. Não está organizada para lidar com o menor, e a saída mais fácil é reduzir a maioridade penal. Por outro lado, a informação que circula na sociedade é a de que o menino de 16 anos pode praticar crime porque é menor. Eles sabem que estão protegidos pela legislação. É um recurso que eles têm. A vida ofereceu para eles isso. É uma situação complexa. Na Inglaterra, quando se comprova que o menino tem discernimento do que é certo e errado, ele é tratado como adulto. 
ISTOÉ - Como chegar bem aos 80 anos? 
ZIRALDO - O segredo é trabalhar. Quando a vida oferece a oportunidade de viver fazendo o que gosta, é muito bom. O meu lazer é ficar aqui desenhando. Tenho tubo de tintas com 40 anos, meus pincéis têm mais de 50. Minha prancheta também tem mais de meio século. Não saio daqui (do estúdio na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio). Fico desenhando e guardando. Tenho uma pilha de desenhos. Mas a passagem do tempo também faz testemunhar a morte de muitos amigos. Uma vez cheguei ao cemitério São João Batista e o funcionário veio com essa: “Seu Ziraldo, o senhor está enterrando é gente, viu”? Todos os meus amigos que fizeram 80 anos antes de mim não chegaram aos 90. Acho que o único que está chegando é o Lan (caricaturista italiano, de 89 anos, radicado no Brasil). Millôr (Fernandes 1923-2012) ficou para trás, Chico Anysio (1931-2012), Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), todos já foram. É difícil atravessar essa década, de 80 para 90. E o que vou fazer na vida com 90 anos? Somente ver a descendência se arrumando. Fora isso, é uma chatice. Agora, estou com disposição de cão. Mas não sei se com 90 anos terei essa mesma disposição. 
ISTOÉ - A morte o assusta? 
ZIRALDO - Não. Depois que a minha mulher morreu (Vilma Gontijo Alves Pinto, de infarto, em 2000. Hoje é casado com Márcia, sua prima), perdi completamente o medo de morrer. Nem questionar filosoficamente a morte me ocorre. Não acredito que algum ser humano tenha feito planos para viver até os 80 anos. ISTOÉ - O sr. fez planos para viver até que idade? 
ZIRALDO - Até 68 anos, quando entrava no século XXI: “Quero ficar vivo para ver o ano 2000. Isso me basta”, eu dizia. Esse plano era meu e da minha mulher. Mas ela morreu no final do ano 2000. E eu não tinha projeto nenhum para chegar a 2014. Agora, ficamos chocados com a morte de Eduardo Campos (1965-2014). Foi muito comovente a morte do Eduardo porque ele tinha uma cara de anjo, uma cara pura. Todo mundo que conviveu com ele tinha muito boa referência do jeitão doce e conciliador dele. E ele tinha uma coisa bonita: a família grande, cinco filhos. 
ISTOÉ - O que acha da candidatura Marina Silva à presidente em substituição a Campos (PSB)? 
ZIRALDO - Fiquei muito amigo da Marina quando ela apareceu. Sempre foi muito carinhosa comigo. Eu desejo muitas felicidades à Marina. Ela é um dos grandes nomes da nossa história. 
ISTOÉ - Alterou seu voto em função dela? 
ZIRALDO - Não. Sou muito amigo do Aécio Neves (senador, candidato à Presidência pelo PSDB). Era amigo e sofri muito com a morte do avô dele, o Tancredo Neves (1910-1985). Mas outro dia me perguntaram pela presidenta Dilma. Tenho muita admiração por ela, uma moça que chegou à Presidência da República. Ela não está brincando em serviço. Não há nenhuma acusação em que ela tenha usado mal o dinheiro público ou se metido em jogadas desse tipo. Acho que o governo do Lula (2003-2010) e o da Dilma deixaram de fingir que pensavam no povo e pensaram no povo de verdade. Então, eu gosto dessa coisa da Dilma. Eu amo a Dilma! 
ISTOÉ - Mas o sr. está com Dilma ou com Aécio? 
ZIRALDO - Vamos ver o que vai acontecer. Para mim vai ser divertido: se ganhar a Dilma, está bom. Se ganhar o Aécio, está bom. Estou em uma posição ótima. Tenho acesso aos dois. Voto é secreto. Vou ficar na moita. Já participei demais dessas coisas. Tem 50 anos que eu estou assinando manifesto, fazendo passeata, escondendo amigo nos aparelhos, sendo preso. Agora chega. Fui preso três vezes, passei mais de 100 dias na cadeia. Qualquer coisa que acontecia, mandavam prender a mim e ao (jornalista) Paulo Francis (1930-1997). 
ISTOÉ - A Comissão Nacional da Verdade tem ajudado a elucidar crimes desse passado sombrio? 
ZIRALDO - A luta do povo brasileiro avançou muito, mas não penalizamos devidamente os algozes do Brasil. Os argentinos já prenderam, condenaram e a gente fica com essa generosidade que joga contra. A Comissão da Verdade tinha que ter caráter punitivo.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Casa Ziraldo Homenageia Ex Jogador de Caratinga que Entrou Para História do Botafogo

Exposição sobre o ex jogador Marcelo Alves vai até o dia 30 de agosto

Marcelo Alves é homenageado em exposição 
 na Casa Ziraldo de Cultura 

CARATINGA – Fortaleza, 24 de setembro de 1995. Botafogo e Flamengo duelam pela nona rodada do Campeonato Brasileiro no gramado do Castelão. A partida é transmitida ao vivo pela Rede Globo. O Botafogo tinha bom time, mas vinha com uma campanha de altos e baixos. Derrotou Corinthians e Grêmio, mas tinha perdido para o Bragantino e empatado, em casa, com o Juventude. O Flamengo não vinha convencendo e considerou este jogo como sua arrancada. O ataque era formado por Sávio, Romário e Edmundo. Diante de 75 mil pessoas, Túlio Maravilha, aos 22min do primeiro tempo, fez 1 a 0 para o Botafogo. Gonçalves ampliou aos 13min da segunda etapa. Aos 41min do templo complementar, Edmundo diminuiu o placar, deu esperanças aos rubro- negros e o time da Gávea partiu para cima do Botafogo. Mas aos 46min, Túlio deixou de calcanhar, o meio- campista Marcelo Alves, camisa 15, que entrara no decorrer da partida, tirou do adversário e mandou a bola para o fundo das redes do goleiro Paulo César Borges. Final: Botafogo 3 x 1 Flamengo. Esse foi o passo mais importante para que a equipe de General Severiano ganhasse confiança e conquistasse o campeonato brasileiro daquele ano. O caratinguense Marcelo Alves fez parte daquele grupo vencedor e entrou para a história do time da Estrela Solitária; história essa que é muito rica e tem nomes como Heleno de Freitas, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Gerson e Quarentinha. 
Agora Caratinga homenageia Marcelo Alves. Sua trajetória futebolística esta sendo mostrada na Casa Ziraldo de Cultura na exposição ‘Marcelo Alves – O nosso campeão brasileiro’. “É uma grande honra ser homenageado em nossa terra. Ser reconhecido pelo trabalho que fiz. Agora estou revivendo tudo, como a alegria de ter jogado com grandes jogadores, caso de Bebeto, Túlio, Gonçalves, Wilson Gottardo e poder jogar em palcos como Maracanã e Morumbi. Foi um sonho de criança que pude realizar. Consegui jogar num grande clube, consegui títulos. Hoje sou lembrado nas redes sociais por esses feitos”, comenta o homenageado num tom de voz que mistura emoção e orgulho de um passado vencedor. 
Marcelo Alves agradece ao Produtor Cultural Edra, diretor da Casa Ziraldo de Cultura não só pela homenagem, como também pelo resgate de muitos fatos ligados a história caratinguense. “É muito bacana o trabalho que o Edra esta fazendo à frente da Casa Ziraldo de Cultura, resgatando essa história. Já tem 19 anos que fui campeão brasileiro. Isso também serve também para informar o pessoal de Caratinga que, às vezes, nem sabe que tem um conterrâneo campeão brasileiro de futebol”. 

DO TERREIRO DE CASA PARA O MARACA 

Quando criança Marcelo Alves tinha o sonho de ser jogador de futebol. Ele jogava bola no terreiro de sua casa e imaginava ser um astro do futebol. “Todo menino faz isso. Na hora da pelada, diz que é o ídolo dele. Sempre sonhei em ser jogador de futebol profissional, só não esperava chegar aonde cheguei. Fui mais longe do que esperava”, revela Marcelo Alves. E o sonho começou a se tornar realidade em 1990, quando Carlinhos Careca, de Santa Rita de Minas, levou Marcelo Alves para fazer um teste no Democrata, de Governador Valadares. Quem assistiu este teste foi técnico Barbatana (N.E.: Nascido em Ponte Nova, João Lacerda Filho, o ‘Barbatana’, teve sua carreira ligada ao Atlético Mineiro. Em 1977, ele dirigiu o time que foi vice-campeão brasileiro). Marcelo Alves foi o destaque do teste. Quando acabou o treino, Barbatana falou para o diretor do Democrata: “vocês vão ficar com aquele garoto? Se não forem ficar com ele, vou levá-lo comigo. Ele tem nível pra jogar no Atlético ou no Cruzeiro”. Após ouvir essas palavras, o diretor do time valadarense tratou logo de pedir a documentação de Marcelo Alves e inscrevê-lo. Quando as portas se abriram, Marcelo Alves recorda que ficou receoso. A saudade da família poderia ser um problema. “Na hora surgiu àquela dúvida. Era longe de casa e tive certo receio. Acabei ficando e o Barbatana foi quem me apadrinhou. Joguei apenas um ano no júnior e depois subi para o profissional”, relembra Marcelo Alves. 
No Democrata, Marcelo Alves foi quatro vezes campeão mineiro do interior. Sua estreia foi no Campeonato Mineiro de 1991 contra o Atlético Mineiro. Sergio Araújo marcou o gol do Galo, enquanto Marcelo Alves empatou a partida, anotando logo seu primeiro jogo oficial. Em 1995, jogando a Copa do Brasil pelo Democrata, Marcelo Alves despertou o interesse de um empresário que o levou para o Botafogo de Futebol e Regatas. No time da Estrela Solitária, o caratinguense, além do Campeonato Brasileiro de 1995, ajudou o clube a vencer o Campeonato Carioca de 1997 e o Torneio Rio-São Paulo de 1998. O título internacional conquistado por Marcelo Alves foi em 1996, quando o Botafogo venceu o Troféu Teresa Herrera, disputado em Coruña, Espanha. Na final, a equipe brasileira derrotou, nos pênaltis, a poderosa Juventus de Turin, então campeã da Champions League, após um empate em 4 a 4 no tempo normal e prorrogação. Nesta partida, Marcelo Alves teve a oportunidade de jogar contra nomes renomados do futebol mundial, caso do francês Deschamps e dos italianos Del Piero e Vieri. Marcelo Alves conta como foi sua chegada ao Botafogo. “O Paulo Autuori estava assumindo o Botafogo. Ele reuniu o grupo e colocou o objetivo de ser campeão brasileiro. Estava montando o time para esse feito. Donizete Pantera e Gonçalves chegaram na mesma época. Então criou-se uma família visando o título de campeão brasileiro”, pondera. Para Marcelo Alves, não tem como esquecer o 24 de setembro de 1995. Ele classifica o jogo contra o Flamengo como crucial para a conquista alvinegra. “Este jogo foi inesquecível pra mim. Vencemos a partida e ganhamos convencendo. Então, o treinador Paulo Autuori pegou aquele jogo como parâmetro para darmos sequência ao campeonato. O time cresceu, o conjunto ficou mais forte e culminou com a gente levantando o troféu de campeão”. Após 27 jogos, com 14 vitórias, nove empates e quatro derrotas, no dia 17 de dezembro de 1995, o Botafogo de Futebol e Regatas sagrou-se campeão brasileiro diante do Santos. 
Em 1999, Marcelo Alves foi emprestado ao Joinville. Depois jogou no ABC de Natal (2000), Brasiliense (2001) e Olaria (2002 e 2003). Ele também defendeu o Sampaio Corrêa. Após contusões que prejudicaram o seu desempenho em campo, Marcelo Alves deixou os gramados. 

 VIDA APÓS O FUTEBOL 

O ex-jogador e, hoje, comentarista Paulo Roberto Falcão disse que “o jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar”. Marcelo Alves concorda com Falcão e conta como foi sua experiência ao findar a carreira de jogador de futebol profissional. “É uma declaração feliz. Ficamos meio blindados no mundo do futebol, pois temos uma vida com certa fartura e não nos preparamos para podermos encerrar a carreira. Nossa vida profissional vai seguindo e deixamos nos levar. Então, não percebemos que tá chegando o final da carreira. Muitas vezes ouvimos: ‘isso não dura pra sempre’, mas não nos preparamos. Então, quando encerramos a carreira, finda um ciclo, pensamos: acabou, morreu”, relata o ex-jogador. Para não sentir saudades dos gramados, Marcelo Alves ficou três anos sem ir aos estádios. Foi uma espécie de ‘desintoxicação’. “Tive que fazer isso para poder voltar à vida normal. Existem casos onde jogadores, após encerrar a carreira, tem depressão ou entram no alcoolismo e nas drogas. Temos que aproveitar nosso tempo. A idade chega pra todos. Acho que dos 32 anos pra frente, o jogador deve se preparar, porque ali começa o final de sua carreira”, aconselha Marcelo Alves. Hoje Marcelo Alves mora em Caratinga, onde é comerciante. No livro Bem-Vindo ao Clube (2001), lançado no Brasil pela Editora Record, o autor inglês Jonathan Coe escreveu: “Imagino se toda existência pode ser mesmo destilada até restarem alguns poucos momentos extraordinários, talvez seis ou sete deles, concedidos a nós durante a vida inteira”. 
Pelo jeito Marcelo Alves teve mais sorte do que a maioria dos mortais, ele tem vários ‘momentos que valem uma vida’. Mais do que isso, ele entrou para história de um time e sua apaixonada torcida. Isso é para poucos. 

 Fonte: Diário de Caratinga / Edição de 27 de julho de 2014
Texto: Horta / Fotos: Wilson Martins

Marcelo Alves é o tema central da exposição

Cartunista Edra com o homenageado e ex craque do Botafogo

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Grande Jogador da História do Botafogo é de Caratinga e Recebe Homenagem em Exposição

Edra, Diretor da Casa Ziraldo, com o homenageado Marcelo Alves

Grande jogador da história do Botafogo tem exposição em sua homenagem em Caratinga 

CARATINGA – “Nosso campeão Brasileiro” é o titulo dado pela direção da Casa Ziraldo de Cultura a exposição de Marcelo Alves que brilhou no Botafogo na década de 90. 
Marcelo começou sua carreira no Democrata de Governador Valadares onde conseguiu o título de tetra campeão mineiro do interior e foi vice-campeão perdendo para o Atlético Mineiro na final. Quando Marcelo Alves estava fazendo uma partida contra o Vitória da Bahia válida pela Copa do Brasil Marcelo marcou o gol da vitória do Democrata, na arquibancada tinha um empresário que encantou com o futebol de Marcelo e comprou seu passe e o emprestou ao Botafogo. 
O time carioca, naquela época, montava uma grande equipe em 1995 com chegada do técnico Paulo Autuori. Marcelo, então, fez parte daquele grupo, um dos melhores elencos do Botafogo depois da era Garrincha. Muitos títulos vieram na carreira de Marcelo Alves como campeonato Carioca e Rio São Paulo, o inesquecível título Brasileiro de 1995 que é o único título nacional do Botafogo e a conquista do torneio Tereza Herrera disputado na Espanha onde o Botafogo sagrou-se campeão contra a Juventus da Itália. 
Além do Botafogo e Democratas de Governador Valadares Marcelo jogou no Joinvile de Santa Catarina, Sampaio Correia, ABC de Natal, Brasiliense e terminou sua carreia no Olaria do Rio de Janeiro. Marcelo Alves relembra as grandes partidas que disputou ao lado de Bebeto, Donizete, Gonçalves e Túlio Maravilha, como é o caso da inesquecível partida contra o Flamengo no estádio do Castelão no Ceará com um público de mais de 100 mil pessoas. Ano em que o Flamengo estava comemorando seu centenário. Marcelo marcou o terceiro gol da vitória de 3x1 contra um Flamengo de Romário, Edmundo e Sávio que na época a imprensa esportiva rotulava como o ataque dos sonhos. Para o ex-jogador Marcelo Alves “é uma honra estar na Casa Ziraldo e fico com muito orgulhoso, não é fácil ser um jogador de futebol, mais estou muito feliz com a exposição e é importante para o caratinguense que se lembra de mim jogando e os que não lembram vão ter a oportunidade de ver a exposição”. 
O caratinguense Julimar Antônio Viana, que lembra a conquista histórica do Botafogo em 1995, fez questão de vir a Casa Ziraldo e dar um abraço em Marcelo Alves. “Meu sentimento é de muita alegria em saber que tem gente boa da nossa terra, eu lembro como se fosse hoje à conquista do Brasileiro em 95”. 
O diretor da Casa Ziraldo, o cartunista Edra, disse que Caratinga estava em dívida com Marcelo Alves por tudo que ele representa para Caratinga no cenário nacional, já que este é o ideal da Casa Ziraldo, fazer exposições de grandes personalidades de Caratinga. A exposição “Nosso Campeão” começou nesta quinta-feira, 24/07, e vai até o dia 30 de agosto onde o botafoguense e os amantes do futebol poderão lembrar-se da trajetória de Marcelo Alves através de recortes de jornais da época, camisas autografadas do time do Botafogo e de outros times que Marcelo passou, pôster dos títulos e fotos de jogos e de treinos da época. 

Fonte: Diário das Gerais (Jucimar Oliveira) 
Edição de 26/07/2014

Camisas dos títulos do Botafogo

A trajetória do craque registradas em fotos

Exposição vai até 30 de agosto

quarta-feira, 23 de julho de 2014

"Marcelo Alves - O Nosso Campeão Brasileiro". Exposição do Craque Começa Amanhã

Exposição em homenagem ao craque caratinguense Marcelo Alves

Campeão Brasileiro pelo Botafogo em 1995

Fotos, camisas e faixas estarão na mostra

Marcelo Alves é mais um filho ilustre de Caratinga

Atuou com destaque também no Sampaio Corrêa(MA) e ABC de Natal

A Casa Ziraldo de Cultura sempre reconhecendo
 e abrindo espaço aos valores da nossa cidade

Fotos registram sua carreia desde o início
no Democrata de Governador Valadares/MG

A exposição fotográfica "Marcelo Alves - O Nosso Campeão Brasileiro" estará aberta ao público a amanhã na Casa Ziraldo de Cultura partir das 14 horas e se estenderá até 30 de agosto. A exposição registra da trajetória do ex jogador caratinguense Marcelo Alves, com passagem em grandes times do país e com vários títulos pelo Botafogo, culminando em Campeão Brasileiro pelo próprio alvinegro carioca em 1995 ao lado de grandes nomes do futebol brasileiro tais como o zagueiro Gonçalves, o folclórico artilheiro Túlio "Maravilha" e o Tetra Campeão Mundial pela Seleção Brasileira,  Bebeto.

terça-feira, 27 de maio de 2014

O Caratinguense Ziquita, Ídolo na História do Atlético Paranaense Será Homenageado na Exposição Memórias do Nosso Futebol

Ziquita fez 4 gols em 15 minutos. Virou lenda!

Lendário 4 a 4 do herói Ziquita faz 30 anos 

Atlético perdia por 4 a 0 para o Colorado, na antiga Baixada, quando o atacante entrou em campo e, em 12 minutos, arrancou um empate inesquecível 

Épico x Trágico. Sensacional x Terrível. Lenda x Trauma. Um único jogo, com conseqüências tão distintas. Um caso raro de vencedores e vencidos diante de um placar igual. O empate mais famoso do futebol paranaense completa hoje três décadas. O jogo do Ziquita? Perguntaram alguns dos personagens procurados pela Gazeta do Povo para evocar o improvável desfecho daquela tarde de 5 de novembro de 1978. Sim, o jogo do Ziquita. 
O clássico Atlético 4 x 4 Colorado, no qual o atacante saiu imortalizado. Um duelo tão atípico que 30 anos depois se mantém fresco na lembrança de quem presenciou o impensável. Oficialmente, o privilégio coube a 8.276 pessoas presentes na antiga Baixada, no primeiro turno da Chave G, classificatória para a final do Paranaense. São tantos, porém, os que juram ter visto a proeza do artilheiro rubro-negro que a capacidade do estádio teria de comportar um público muito maior. Doze minutos, apenas isso, promoveram um atacante de comum a notável. Nesse curto período, ele transformou um 4 a 0 do Boca-Negra em um 4 a 4 valorizado como um triunfo vermelho e preto. Ainda hoje, quando a coisa aperta da Arena há quem grite: “Chama o Ziquita.” São Ziquita, como alguns batizaram na época. 
Natural de Caratinga (MG), aos 55 anos, em Governador Valadares (MG), ele ri do apelido, orgulha-se do feito e agradece por permanecer na memória dos atleticanos – e, ironicamente, também na dos colorados. “Enquanto a gente é lembrado sente que está vivo.” Não é fácil esquecer do que ele foi capaz. Da vergonha da derrota para o êxtase de um empate triunfal, reconstituído a partir daqui por quem viu, participou e protagonizou a façanha de 1978. “Era o primeiro turno do último quadrangular e as duas equipes disputavam vaga na decisão. 
O técnico do Atlético, Diede Lameiro, armou a equipe para ganhar, só que o Colorado foi mais agressivo.” Carneiro Neto, narrador da partida pela Rádio Clube. “Saí cedo de casa para encontrar um amigo antes da partida. Era um jogo importante.” Antônio Marques Sasse, torcedor do Atlético. “Nosso time era muito bom e entramos em campo subestimando o Colorado”. Dionísio Filho, ex-lateral-direito do Atlético. “Começamos bem. Abrimos o placar no primeiro tempo, aos 35 minutos. 
No segundo, o time cresceu e os gols começaram a sair. Um atrás do outro (Levir Culpi, aos 3’, Da Silva, aos 21’ e Tyrso, aos 26’).” Zequinha, ex-zagueiro do Colorado. “A derrota estava configurada. Muitos torcedores começaram a deixar o estádio.” Heriberto Machado, historiador e atleticano. “A equipe ficou meio atordoada. Não fui muito feliz naquela partida. Acabei substituído (por Lula) e devia estar mesmo atrapalhando porque saí e começou a reação.” Aladim, ex-atacante do Furacão. “A torcida vaiava, jogava latas de bebida no gramado. Piorou ainda mais quando o zagueiro Ademir foi expulso.” Antônio Marques Sasse. “O pessoal estava desanimado. Mas eu ainda acreditava e comecei a falar: vamos lá, vamos lá, não importa a derrota, vamos tentar.” 
Ziquita, ex-atacante do Atlético, que ao contrário do que muitos falam, começou jogando a partida. 
“Aí baixou o Pelé nele (Ziquita)”. Hélio Alves supervisor do Atlético. 

“O negão (Ziquita) começou a falar: ‘joga a bola pra mim, joga a bola pra mim’. Quando ele marcou o primeiro, aos 31 minutos, foi pegar a bola no fundo da rede e disse que iria empatar.” Dionísio

“Nossa equipe estava tão bem que, quando o Ziquita marcou, o nosso pessoal reclamou entre si porque queriam ganhar de goleada, de tão fácil que estava. Não passou pela cabeça de ninguém que ele poderia fazer mais gols.” Ary Marques, ex-lateral-direito do Colorado. 

“Então começou algo incrível. O Atlético veio para cima e aconteceu aquelas coisas do futebol que não têm explicação. 
Faltavam menos de 15 minutos e a equipe desandou, não havia como prever aquilo. Começaram a levantar bola na nossa área, um trombava no outro e a bola sobrava para quem? Ziquita.” Zequinha, ex-zagueiro do Colorado. 

“Eu estava atrás da meta onde saíram todos os gols. Quando ele fez 4 a 2, aos 35 minutos, eu fiquei preocupado. Mas, quando o Ziquita marcou o terceiro, aos 36’, tive a certeza de que o Atlético iria empatar. Era uma coisa incrível, uma pressão. A torcida começou a voltar para o estádio.” Edson Militão, ex-radialista e torcedor do Colorado. 

“Naquela época, abriam-se os portões na metade do segundo tempo e, com aquela reação, além dos torcedores que tinham ido embora, alguns que estavam na região começaram a ir correndo para o estádio.” Hélio Alves

“Aos 43’, o endiabrado Ziquita marcou o quarto gol: 4 a 4. Era o empate. E aos 44’, ele cabeceou uma bola no travessão de Alexandre e quase fez o quinto. Pois é, o Atlético saiu de uma derrota iminente para um empate consagrador. Que espetáculo! Um futebol de altíssima qualidade foi jogado nesses minutos. Um filme do jogo ainda está presente na minha memória. Imagens inesquecíveis.” Heriberto Machado

“Foi absurdamente extraordinário. Épico. Foi aquela farra no estádio, uma bagunça. Um jogo tão antológico que anos depois as pessoas vinham me contar que tinham se emocionado com o jogo, e nem eram atleticanos, moravam até em outros estados, porque a Rádio Clube era ouvida no Brasil inteiro.” Carneiro Neto

“Foi a atuação mais sensacional que eu vi de um jogador na minha carreira em 40 anos no futebol.” Hélio Alves.
“Nunca vi alguém ganhar tanto dinheiro. A torcida estava tão feliz que invadiu o vestiário e começou a dar dinheiro para o Ziquita. Ele fez uma trouxa com a camisa do Atlético e encheu de dinheiro.” Dionísio

“De tudo aquilo, o que mais me marcou naquele dia foi um senhor humilde que chegou pra mim e disse: ‘esse dinheiro é do leite do meu filho e vou te dar.’ Eu disse que não queria, que não poderia aceitar. Mas ele insistiu porque precisava retribuir tanta alegria que eu tinha dado à torcida.” Ziquita

“Quem olha o placar, simplesmente, não imagina o que representou. Aparentemente poderia ser um resultado bom fora de casa para o Colorado, e um ponto só para o Atlético. Só quem assistiu sentiu que entraria para a história.” Edson Militão.

“A partir de hoje (daquele 5/11/78) não sou mais o treinador do Colorado. Não encontro justificativa para o empate, principalmente depois de estarmos com a partida ganha, com a goleada por 4 a 0. Acho que o time não fez aquilo que deveria fazer quando o placar nos favorecia, e para não levar mais a culpa e ser criticado, prefiro mesmo entregar o cargo ao presidente Hipólito Arzua.” Avelino de Souza Abreu, o Mosquito, ao demitir-se ainda no vestiário da Baixada.

“Foi pior que uma derrota, foi uma tragédia. Ninguém esquece o pior jogo da vida. Até hoje tem gente que lembra e cobra.” Zequinha.

“Na hora, não caiu a ficha direito. Só depois fomos sentir o estrago que aquela partida causou. Abalados, perdemos o segundo jogo, na Vila Capanema, fomos eliminados e um monte de jogadores foi mandado embora.” Ary Marques.

“Foi o jogo da minha vida. Um jogo que mostrou a força do Atlético e o poder de uma torcida.” Ziquita, o herói.

Fonte: Site do Atlético Paranaense

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"Caratinga de Todos os Dons" em Brasília

Encontro cultural de caratinguenses em Brasília

Caratinga de Todos os Dons 

 Lançamentos dos livros: 

A Perigosa Vida dos Pássaros 
Míriam Leitão 

 Ziraldo na Imprensa de Caratinga 
José Aylton de Mattos e Nelson Sena Filho 

Ninguém Segura Caratinga 
Ziraldo, Zélio e mais nove artistas caratinguenses 

Não Só Na Lembrança 
Clara Arreguy 

A Casa da Memória Uterina 
Flávio Anselmo 

Se Rir Eu Choro 
Edra 

O Rio da Flor da Mata 
Antônio Soares Castor 

Apresentação Musical: Calçada do Choro 

Local: Feitiço Mineiro, 306 Norte 
Data: 23 / 10 13 - A partir das 19 horas